Rui Ferreira - Mauri Cortez
Transporte da Parte Amputada
A parte amputada deve ser acondicionada hermeticamente num saco plástico SECO, ou numa luva cirúrgica. Colocar no gelo.
Não cauterizar, pinçar ou amarar os vasos proximais.
Nos casos de amputações parciais, fazer um curativo compressivo e colocar um saco de gelo em cima.
Não cauterizar, pinçar ou amarar os vasos proximais.
Nos casos de amputações parciais, fazer um curativo compressivo e colocar um saco de gelo em cima.
O que é
Significa a reposição de parte amputada no seu local de origem. A amputação única ou múltipla, parcial ou total de dedo ou mão pode ser tratada com técnicas microcirúrgicas que são conhecidas e utilizadas desde a década de 70, embora haja relatos de data anterior a essa na China.
O Que Causa
Traumatismos cortantes ou mecanismos onde o dedo pode ser tracionado e arrancado. Dependendo do mecanismo a amputação pode provocar lesões graves, esmagamento e perda de substância que impedem a realização da cirurgia chamada REIMPLANTE.
Sinais e Sintomas
A amputação pode ser total quando a parte amputada solta-se totalmente da mão ou parcial quando fica alguma parte ligada. Nas amputações parciais, apesar da parte lesada ainda ter contato com o corpo, as artérias foram lesada e a parte amputada apresenta-se com uma coloração azulada pela falta de sangue.
É necessário o encaminhamento para serviço especializado, onde será realizado o tratamento adequado.
É necessário o encaminhamento para serviço especializado, onde será realizado o tratamento adequado.
Diagnóstico
É natural quem tem uma parte de si amputada querer o reimplante mas nem sempre é possível. Às vezes é possível mais o resultado funcional não será bom e o paciente é avisado das dificuldades técnicas e do resultado que poderá obter. Muitas vezes realizamos um reimplante, o dedo fica no lugar e por falta de função, atrapalha a boa função da mão. Há casos dos pacientes solicitarem a amputação.
O mais importante do reimplante é a indicação. O sucesso não é o dedo vivo no lugar e sim um dedo com função. Por isso o especialista deve conversar com a paciente sobre todas as fazes do tratamento, custos, tempo de recuperação e PROGNÓSTICO, que é a previsão do resultado final.
O mais importante do reimplante é a indicação. O sucesso não é o dedo vivo no lugar e sim um dedo com função. Por isso o especialista deve conversar com a paciente sobre todas as fazes do tratamento, custos, tempo de recuperação e PROGNÓSTICO, que é a previsão do resultado final.
Tratamento
A cirurgia chama-se de reimplante. Todos os tecidos lesados são reparados. Normalmente inicia-se com a OSTEOSSÍNTESE, juntar os ossos, utilizando-se mini placas ou fios que mantêm os osso juntos até que consolidem. Tendões e nervo são reparados. As artérias da parte amputada e do dedos são identificadas e reparadas ao microscópio. Essas artérias têm um diâmetro de 0,5 a 1 mm para os dedos e 1,5 a 2 mm para a mão. São necessários instrumentos de precisão para a manipulação de fios 9, 10 e 11 zeros com agulhas que têm o diâmetro de 90 a 150 micras. Após conseguir a revascularização do dedo, o sangue começa a retornar pelas veias, que necessitam serem canalizadas para que o dedo não fique azul, haja uma congestão venosa podendo levar a uma perda do reimplante. A sutura das veias é a parte mais difícil pois sua estrutura é muito delicada. Apesar de ter um diâmetro maior do que as artérias, não têm a camada muscular o que dificulta sua canalização. Para casos de amputações mais distais, as veias são inacessíveis, sendo necessário deixar uma parte do dedo aberta e sangrando para evitar a congestão venosa. De uma maneira geral após 15 dias do reimplante o dedo já tem autonomia e pode-se considerar que “pegou”. A fisioterapia começa nesse período para evitar as aderências. Quando iniciar a recuperação sensitiva, diferenciação de quente e frio, um programa de recuperação da sensibilidade é estabelecido.
Posteriormente pode ser necessário outros procedimentos cirúrgicos como
TENÓLISE - liberação de aderências tendinosas.
CAPSULECTOMIA - liberação da cápsula articular que bloqueia a articulação.
TRANSFERÊNCIA TENDINOSA - usar um tendão que não faça falta para uma função perdida.
ENXERTO DE NERVO ou NEURÓLISE - após o reimplante se persistir problema sensitivo pode ser necessário um enxerto de nervo - intercalar um pedaço de nervo para garantir a continuidade do nervo e restabelecer a sensibilidade do dedo ou a limpeza do nervo que se chama NEURÓLISE, onde o nervo é limpo, solto das suas aderências para bem funcional.
AMPUTAÇÃO - em alguns casos, mesmo com o dedo vivo, não apresenta função e pode ser solicitada ou indicada a amputação.

Posteriormente pode ser necessário outros procedimentos cirúrgicos como
TENÓLISE - liberação de aderências tendinosas.
CAPSULECTOMIA - liberação da cápsula articular que bloqueia a articulação.
TRANSFERÊNCIA TENDINOSA - usar um tendão que não faça falta para uma função perdida.
ENXERTO DE NERVO ou NEURÓLISE - após o reimplante se persistir problema sensitivo pode ser necessário um enxerto de nervo - intercalar um pedaço de nervo para garantir a continuidade do nervo e restabelecer a sensibilidade do dedo ou a limpeza do nervo que se chama NEURÓLISE, onde o nervo é limpo, solto das suas aderências para bem funcional.
AMPUTAÇÃO - em alguns casos, mesmo com o dedo vivo, não apresenta função e pode ser solicitada ou indicada a amputação.
